Por altura da Páscoa, os ovos não se vendiam, ficavam reservados para os Folares. Amassados a preceito, nem todas as mãos conseguiam fazer boas fornadas, por isso, na altura de os fazer, seguia-se uma prática ritualizada que terminava na cozedura.
Assim, para que, no forno, não secassem, eram cozidos em cima de uma folha de horto.
Assim, para que, no forno, não secassem, eram cozidos em cima de uma folha de horto.
Mas, depois do jejum e abstinência que a Quaresma impunha, para além dos Folares, em Trouxemil, a Páscoa era momento de sentir à mesa a promessa da abundância que renascia no novo ciclo agrícola. Comia-se a Chanfana, as Fressuras Guisadas, os Negalhos. A refeição era rematada pelo Arroz-Doce, receita de sempre todas as casas do concelho de Coimbra.
