A cidade corre devagarinho entre as duas margens do Mondego. Na direita, impõe-se o edificado disposto na colina. Da Baixa à Alta, é Coimbra que, no Mondego, se vê ao espelho na certeza de que a silhueta se mantém para além das mudanças.
Na margem esquerda, a cidade transformou-se fruto do controlo das águas do rio tornando-se espaço para as pessoas, mais do que para o Mondego. Em redor, frutifica uma ruralidade que sempre alimentou Coimbra e o seu centro, contudo sempre foi urbano o sentir e o pulsar de Santa Clara.
Na margem esquerda, a cidade transformou-se fruto do controlo das águas do rio tornando-se espaço para as pessoas, mais do que para o Mondego. Em redor, frutifica uma ruralidade que sempre alimentou Coimbra e o seu centro, contudo sempre foi urbano o sentir e o pulsar de Santa Clara.
Elo entre o núcleo urbano e as suas franjas, lugar cativo no coração da cidade, não só pela beleza e força dos monumentos que lhe marcam o espírito, como também pela ligação à padroeira da cidade. É Santa Clara, lugar eternamente ligado à Rainha Santa e à devoção pela sua virtude e humanismo.
Por Santa Clara entravam muitos dos frutos da ruralidade de Coimbra. As abóboras, produzidas sempre em cumplicidade com o milho e o feijão, tinham na cidade singular destino. No dia 31 de Outubro, iam-se cantar os Bolinhos e Bolinhós e todas as crianças que podiam transformavam a sua abóbora numa divertida, mas também assustadora lanterna.
Ainda hoje, são lembrados esses momentos e, na memória, ecoa a cantoria que outrora era pedido cantado de um bolinho.
Por Santa Clara entravam muitos dos frutos da ruralidade de Coimbra. As abóboras, produzidas sempre em cumplicidade com o milho e o feijão, tinham na cidade singular destino. No dia 31 de Outubro, iam-se cantar os Bolinhos e Bolinhós e todas as crianças que podiam transformavam a sua abóbora numa divertida, mas também assustadora lanterna.
Ainda hoje, são lembrados esses momentos e, na memória, ecoa a cantoria que outrora era pedido cantado de um bolinho.
